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Publicado em agosto 29th, 2017 | por Instacarro

Financiamento de carros: como funciona?

Chega um momento da vida em que as pessoas param e pensam consigo mesmas: “preciso comprar um carro”. A quantidade de deslocamentos ao longo do dia aumenta, e pegar ônibus ou metrô cansa mais do que ajuda. Entretanto, juntar milhares de reais não é algo simples, e muito menos rápido. Para isso, uma das saídas utilizadas por boa parte dos consumidores brasileiros para conseguir comprar o seu próprio automóvel é realizar um financiamento de carros.

Comprar um carro financiado significa dividir boa parte do valor do automóvel em parcelas a serem pagas durante um tempo definido. Normalmente, esse parcelamento dura anos. No entanto, pelo menos 10% do valor deve ser pago como entrada. Quanto maior for a entrada dada pelo comprador, obviamente menor será o tanto pago em parcelas. Porém, há um ponto nisso: sendo o menor possível a quantia parcelada, menos o comprador irá sentir no bolso o efeito dos juros das financiadoras.

Quem deseja financiar carro depende da liberação do financiador, que normalmente são bancos, após feita uma análise financeira. Geralmente, os financiadores avaliam se o cliente está com o crédito negativado ou não, quanto ganha e quantas parcelas fixas ele já paga mensalmente. O intuito é concluir se a pessoa pode ou não arcar com a dívida do financiamento.

Portanto, comprar um veículo utilizando um financiamento de carros pode ser um meio rápido de obtê-lo, mas nem por isso é simples de lidar. É necessário planejamento, inclusive na escolha do tipo de financiamento e quais as consequências por não pagá-lo. Para saber mais sobre, confira o post completo abaixo!

Tipos de financiamento de carros

Para quem quer pegar um financiamento de carro usado ou mesmo um novo, existem, atualmente três opções. São elas: o CDC (Crédito Direto ao Consumidor), o consórcio de carros e o leasing. Cada uma possui sua forma de negócio, bem como taxas de juros diferentes entre si, e todas podem ser usadas tanto para carros novos como para usados. Confira:

Crédito Direto ao Consumidor (CDC)

Esse é o tipo mais comum de financiamento de carros, pois o consumidor pode ter o carro em seu nome enquanto paga as parcelas. Pelo CDC, a pessoa recorre ao banco para realizar um empréstimo, e não possui a permissão de negociar o veículo até que todas as prestações sejam pagas.

O financiamento pelo CDC, entretanto, não precisa ser necessariamente com alguma das maiores instituições financeiras do país, como Bradesco, Itaú ou Santander. Alguma montadoras também possuem seus próprios bancos, e, na maioria das vezes, negociam o financiamento com taxas menores. Porém, negociar o valor dos juros ao mês é mais fácil com os bancos tradicionais. Esse ponto deve ser levado em conta, pois, por causa desses juros, dependendo também da quantidade de prestações, o montante pago pelo carro pode acabar sendo muito maior do que o seu valor original.

Para quem está pensando em adquirir um empréstimo pelo CDC junto aos bancos, independentemente se for para financiamento de carros ou não, é importante saber o seu Custo Efetivo Total (CET) antes. O CET é o valor de tudo o que será pago para pegar esse empréstimo pessoal. Além dos juros, são considerados também as tarifas de abertura de crédito, impostos, seguros e outros gastos adicionados à dívida.

Consórcios

O consórcio é uma forma de financiar carros em que o consumidor faz parte de um grupo com outros compradores, que é organizado por uma administradora de consórcios. Para participar, o cliente estabelece um contrato com a administradora – normalmente, podem ser de até 84 meses -, e precisa cumpri-lo até o fim, independentemente se for contemplado ou não pelo consórcio.

Enquanto o consumidor fizer parte do grupo, ele está sujeito a ser o sorteado do mês e, consequentemente, ganhar uma carta de crédito. Essa carta, afinal, possui um valor que o sorteado utiliza para adquirir o seu novo automóvel. Ela só pode ser gasta com um carro, novo ou usado, e ele tem de estar na lista pré-definida pela administradora. Caso o valor da carta de crédito não seja utilizado em sua totalidade, ele pode ser aplicado para quitar prestações futuras, que, de acordo com o preço do automóvel, terão um valor mais alto.

Além do sorteio, o consorciado, se possuir condições, também pode oferecer um lance pela carta de crédito. Nesse caso, o valor do lance se baseia na quantidade de parcelas do consórcio que o associado está disposto a quitar antecipadamente. Quem der o maior lance, leva.

Leasing

Essa é, talvez, a forma mais incomum de financiamento de carros, justamente pela forma como funciona. O consumidor acerta o valor financiado junto a empresa de leasing, definindo taxas de juros e quantidade de parcelas mensais, e continua pagando até todas as prestações estarem quitadas. Entretanto, pelo contrato com a empresa, o carro só será completamente de posse do dono quando ele estiver totalmente pago.

Antes disso, o veículo estará no nome da empresa de leasing. A relação, então, se dá como se o consumidor estivesse alugando o carro. Mesmo sendo incomum, tal forma de financiamento de carros pode ser interessante para quem pensa em adquirir um certo automóvel mas não tem certeza se é a melhor opção. Mesmo no meio do aluguel, o consumidor pode desistir do carro, pagando uma multa e se livrando das prestações.

Diferenças entre os tipos de financiamento de carros 

Antes de definir qualquer acordo, seja com bancos ou uma administradora de consórcios, é importante saber as diferenças entre os tipos de financiamento de carros para escolher a melhor forma de financiar o próprio veículo. Consórcios, naturalmente, são bem diferentes dos financiamentos por leasing ou CDC. É só nesse tipo de grupo que há cartas de crédito para comprar o carro e também sorteios entre os associados. Já o leasing e o CDC são semelhantes, mas, principalmente em relação a posse do veículo e a quitação antecipada do mesmo, possuem várias disparidades.

Como dito antes, as empresas de leasing alugam os carros para os donos, e só os repassa quando os mesmos são inteiramente quitados. Porém, não é em qualquer momento que, com o veículo sendo saldado, a sua posse será do cliente. Para pagá-lo antes do término do contrato e realizar a transferência de veículo para o seu nome, o consumidor deve quitar o valor até o terceiro mês do acordo, ou após 24 meses completos do mesmo.

Se feito entre o terceiro e o vigésimo quarto mês do contrato, o carro deverá, obrigatoriamente, ser repassado para o nome de um terceiro, e não para o dono real do veículo. Em financiamentos de carro por CDC, além do automóvel, desde o princípio, ser de total posse sua, o proprietário do carro pode quitá-lo em qualquer momento do acordo.

As taxas de juros, entretanto, seja por leasing ou CDC, se mantém inalteradas ao longo do financiamento em ambos os casos.

Inadimplência com o financiamento de carros

O financiamento pode ser mesmo uma boa ideia para comprar um carro, mas, como em todo negócio financeiro, há consequências caso haja inadimplência.

Em acordos com bancos, a instituição entra com uma ação judicial para obter a posse do veículo. O carro, então, entra em leilão. O valor arrecadado é usado para quitar as dívidas com o banco e também para pagar as despesas judiciais do mesmo. Caso sobre algo, o dinheiro volta para o consumidor. O processo é semelhante com as empresas de leasing, entretanto, nesse caso, nenhum valor volta para o cliente.

Nos consórcios, os associados que não pagarem as prestações passam a ser considerados como consorciados excluídos. Dessa forma, o membro excluído passa a participar de sorteios destinados a esse tipo de associado, que o contempla com os valores pagos corrigidos e com a conclusão das punições previstas no contrato.

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