Como analisar e determinar um valor para o veículo a ser vendido

27/02/2018

Chegou o momento de vender o carro, e definir o valor de venda é uma tarefa muito importante para quem não quer fazer um mau negócio e perder dinheiro. Ter acesso a uma tabela de preços de veículos usados ajuda bastante e evita que você passe pelo constrangimento de ter que ficar reduzindo o valor para ajustá-lo ao mercado e não acabar com a venda encalhada.

E, para definir o preço do carro, é importante levar em consideração outros fatores, como o mercado e os detalhes que, individualmente, cada veículo tem e que influenciam na composição do valor de venda.

Você sabe como fazer isso? Então continue a leitura e veja dicas de como definir esse valor. Acompanhe!

Por onde começar uma análise do valor de venda?

Como já dito na introdução, cada veículo tem sua característica individual, e isso deve ser considerado ao iniciar a análise para composição do preço de venda. Esses detalhes devem ser listados pelo proprietário do carro para ajudar na montagem do valor na hora de vender. Listamos aqui essas características:

  • ano de fabricação: todo veículo tem seu ano de fabricação, mas tem também o ano modelo, que indica que o veículo foi fabricado em um ano já com características dos modelos do ano seguinte;
  • tipo de motor: cada veículo tem sua motorização e esse item é muito importante para quem está procurando um carro para comprar;
  • tipo de combustível: muitos carros, hoje, já saem da fábrica como bicombustíveis, mas existem ainda modelos de um só combustível e os que são adaptados com cilindros de GNV;
  • versão do veículo: cada veículo tem sua marca, modelo e também a sua versão. Isso indica que aquele carro tem alguns detalhes técnicos exclusivos, como acessórios e equipamentos de série;
  • pintura: existe a pintura sólida, a pintura metálica e a perolizada;
  • acessórios originais: existem os acessórios originais que são colocados na hora da compra pelo comprador e existem os acessórios de série.

Como avaliar o preço do carro com a tabela Fipe?

É muito difícil falar de compra e venda de carro sem mencionar a tabela Fipe. Essa tabela de carros usados é referência em preços no Brasil e serve para balizar o mercado automobilístico como um todo. Isso significa que nem só para o comércio de carros ela tem utilidade.

Seguradoras, por exemplo, fazem uso dela para calcular os valores dos seguros, determinar o valor da cobertura etc.

Apesar de sua relevância, ao pesquisar o valor do carro na tabela Fipe, devemos entender que ela não pode ser um fator único e determinante para a formulação do preço de venda.

Muitas outras questões devem ser levadas à mesa antes de fechar esse número, como o estado de conservação do veículo, as características individuais e o mercado de compra e venda de carros.

O que considerar do mercado para análise da tabela?

O mercado costuma levar em conta outros fatores para determinar o preço de venda. Em geral, as regras do comércio de carros não são diferentes dos demais segmentos da economia e sofrem igualmente com o impacto da lei da oferta e da procura.

Um carro com uma aceitação maior do público costuma ter melhor preço de revenda de acordo com a demanda. Há segmentos que têm certas preferências em determinadas regiões e costumam ter grande influência no preço final de alguns modelos na hora da comercialização.

A região, ou a praça, também costuma ter forte interferência na formação de preços dos automóveis e deve ser considerada sempre. Tome por base como região uma determinada cidade, um conjunto de cidades próximas ou, até mesmo, o estado.

Quais situações de cada carro que devemos observar?

Cada automóvel tem sua história própria e varia de onde, como, quanto e com quem andou. Essas variáveis determinam pontos de análise exclusivos do carro. Entenda:

  • onde andou: um carro que trafega mais em trechos urbanos do que estradas não pavimentadas tem desgastes diferentes e, logicamente, um estado de conservação distinto;
  • como andou: o tipo de serviço em que é empregado pode também determinar as condições do veículo;
  • quanto andou: a quilometragem é um dos fatores mais importantes para quem avalia comprar um carro;
  • com quem andou: um motorista que não é muito zeloso com seu carro corre o sério risco de ter uma desvalorização maior do que aquele que procura sempre ter mais asseio.

Como, enfim, estabelecer o valor para venda?

Com todas as informações e análises realizadas em mãos, já se pode ter uma formação mais precisa do valor de venda. Informando corretamente os dados do veículo conforme apurado, faça uma pesquisa em, pelo menos, três lojas ou sites de vendas de carros na região em que será oferecido o veículo. Considerando também a tabela Fipe, teremos um preço médio praticado no mercado nessa região.

Em seguida, com as análises do estado de conservação do veículo, faremos as considerações finais. Um carro que apresenta uma quilometragem acima da média costuma perder até 15% do seu valor, e o contrário acontece com um carro que tem baixa rodagem, que é mais valorizado.

Veículos que sofreram colisões também sofrem com a desvalorização, chegando a até 20% de queda do valor se o reparo não foi realizado de forma satisfatória. Já carros que apresentam detalhes na lataria ou no acabamento interno, vazamentos de óleo ou barulhos na suspensão depreciam de acordo com o tipo de reparo a ser feito.

Esses percentuais não representam uma matemática exata e variam de acordo com cada negociação. O importante é entender o impacto que cada item pode ter na hora de definir o valor da venda.

Quais são os cuidados para garantir um bom preço de revenda?

Ao adquirir um veículo, o proprietário precisa ter a ciência de que, a partir desse momento, ele será o maior responsável para ter um bom preço de revenda no futuro e não levar prejuízo na hora de negociar.

Para isso, alguns cuidados são essenciais para manter o veículo em condições ideais de apresentação aos futuros compradores.

Cuidados com a manutenção mecânica são prioritários e, portanto, procure criar o hábito de fazer revisões periódicas que ajudem a manter o bom funcionamento do carro.

Evite a deterioração da estética do veículo, cuidando para evitar riscos e amassados na lataria. Em caso de ocorrência de avaria, por menor que seja, procure um técnico para repará-la e não deixe acumular a ponto de virar uma bola de neve.

Enfim, as pessoas querem sempre fazer um bom negócio na hora de vender um carro. E saber que os referenciais de formação de preço não se baseiam apenas em uma única tabela de preços de veículos usados, mas nos mais variados aspectos, ajuda a entender o mercado e a tomar uma decisão mais acertada na hora de vender.

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